Por que “Diversidade”?

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Não só de contexto interno se faz o TEMAS. Em seus 13 anos de história o TEMAS esteve no centro do nascimento, da consolidação e do desenvolvimento dos Modelos de Nações Unidas – MUNs – brasileiros. Neste intervalo, o TEMAS acompanhou fielmente as mudanças adotadas pelas demais simulações e por sua comunidade, ao mesmo tempo em que manteve sua essência enquanto simulação independente com comitê inovadores e bem construídos. Nos últimos 5 anos, entretanto, a quantidade de MUNs no Brasil demonstrou um crescimento acelerado, com o surgimento e consolidação de dezenas de novos modelos para Ensino Médio e Superior. Acompanhando essa explosão, o conjunto desses eventos como um todo observou também maior predileção por ideias centrais, comitês e tópicos críticos e próximos à realidade de seu público, o qual também tem se renovado graças às políticas afirmativas de ingresso ao ensino superior e aos esforços de aumento da acessibilidade aos Modelos das Nações das Unidas.

Parte da escolha pelo tema central Diversidade se deu após análise de tal panorama que os MUNs brasileiros se encontram atualmente e dos demais temas centrais adotados nas edições anteriores do TEMAS. Tal temática urge pela visibilidade não apenas de classes sistematicamente oprimidas, mas busca trazer à tona a discussão sobre todas as multifacetas da sociedade em que vivemos: desde as discussões sobre biodiversidade, passando por debates acerca de diversidade de arranjos econômicos até as questões sobre o respeito à diversidade humana.  Diversidade é a coexistência de minorias e maiorias, é a multiplicidade de comportamentos, a valorização das diferenças e da individualidade. Abraçar esse conceito vai muito além da luta contra a opressão e em favor da igualdade no plano mais exposto ao senso comum, uma vez que a própria palavra “Diversidade” carrega consigo uma semântica mais profunda e mais abrangente, podendo significar tanto “desacordo” quanto “abundância”.

Além de adotar a Diversidade para guiar seus comitês, a 14ª edição do TEMAS acredita que compreender as atuais tendências da Modelândia significa, ainda, aplicar o conteúdo estudado academicamente à própria construção da simulação. Isso parte do entendimento de que a Modelândia não pertence exclusivamente a estudantes de Direito e Relações Internacionas – nem apenas às Ciências Humanas e Sociais – ou a membros das classes média-alta e alta da sociedade brasileira. Da mesma forma, como já foi iniciado pela política de não tolerância às opressões da edição anterior, o TEMAS 14 pretende ser um ambiente acolhedor a todas as pessoas interessadas pela atividade de simular, tanto como delegadas e delegados, quanto como equipe, independentemente de cor, raça, origem, gênero, orientação sexual, religião e demais individualidades que possam minar sua existência e cidadania.

A Diversidade se manifesta, por fim, no objetivo de pluralizar as relações do TEMAS com os outros Modelos das Nações Unidas, em especial com as simulações mais novas que necessitam de apoio para se consolidar, uma vez que não seria possível afirmar acompanhamento pleno do desenvolvimento da Modelândia sem prestar atenção aos novos modelos que diversificam o eixo tradiciona. Nesse sentido, a assistência a modelos menores e mais jovens, a ser explicada com mais profundidade em seção posterior deste projeto, faz-se fundamental à aplicação do tema central Diversidade na construção do TEMAS 14. Em suma, o tema Diversidade não apenas foi identificado como o mais adequado para seguir a trilha lógica dos temas centrais das demais edições e para efetivar a atualização do TEMAS frente às tendências atuais de eleger temas críticos, com os quais equipe e público se identifiquem, e que possam guiar a construção da simulação, como também instiga curiosidade e interesse ao propor o questionamento do alcance e da variedade de manifestações da diversidade.